quarta-feira, 21 de novembro de 2012

IV Mostra de Artes Indigenas, a ser realizada em Florianópolis na UDESC, no Itacorubi, em 23 e 30 de novembro.

Tema: "Noticias de uma guerra não noticiada: os Guarani e o agronegócio no MS e no PR". Apoio a luta pela terra Guarani.

Os convidados/as especiais são:
  • Tonico Benites (Kaiowa, doutorando em Antropologia pelo Museu Nacional/UFRJ e porta voz da Aty Guasu) e 
  • Paulina Martines (Guarani, liderança de terra retomada em Guaíra/PR).

 PROGRAMACAO

Dia 22/ 11, quinta feira: visita à comunidade Mbya Guarani de Major Gercino/Canelinha
Saída : 8 horas FAED. Confirmar presença pelo email da profa. Carmen Susana Tornquist. O nome deve estar na lista de viagem de estudos previamente agendada. Lotação 15 lugares
 Entrega de doações coletadas pela 1a. fase de História e  conhecimento da comunidade e escola.

Dia 23/11, sexta 
17h30 - lançamento de livros
"A escola na ótica dos Guarani Kaiowá", de Tonico Benites, ed. LACED/UFRJ
"Kyringue Arandua Rupiguare: as ideias das criancas" ed. NEPI/UFSC

18h15 filme Terra Vermelha

20h20 - Palestra Tonico Benites"Os povos indígenas e a educação num contexto de conflito"

Dia 30/11 - sexta
18h15 - Notícias de uma guerra não noticiada: o agronegócio no Mato Grosso do Sul e no Paraná
Debate: Paulina Martines (liderança de terra retomada em Guaira/PR) e Barbara Arisi (antropóloga e professora da UNILA)

Local. AUDITÓRIO da FAED 
ITACORUBI Av Madre  Benvenuta 2007/2 andar FAED 

Realização:
Divu-ANT Divulga Antropologia e Cinearth/UDESC

Patrocínio:
UDESC

Apoio: 
NEPI - Nucleo de Estudos de Populações Indigenas/UFSC 
UNILA/Universidade Federal da Integração Latino-Americana

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Feministas e acadêmicas entregam carta manifesto em solidariedade às mulheres guarani kaiowá

Noticias do ISA - Instituto Socioambiental
Esta prevista para esta segunda-feira (12/11), a entrega de uma carta manifesto à presidente Dilma Rousseff e à ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci de Oliveira. O documento exige providências urgentes do Estado brasileiro em relação à violação dos direitos humanos das mulheres e crianças guarani kaiowá.

A carta foi assinada por quase 200 feministas e acadêmicas de todas as regiões do Brasil, registrando o repúdio à situação a qual mulheres e crianças guarani kaiowá estão sendo submetidas por conta do conflito, que já dura mais de 40 anos em relação à demarcação das terras indígenas dessa etnia em Mato Grosso do Sul. Também será entregue um documento com quase duas mil assinaturas, que circulou nas redes sociais, e que pede ao estado uma intervenção pacífica e imediata na região. Leia a carta aqui.

- Caminhada pela demarcação das terras Guarani Kaiowá - Florianópolis - novembro de 2012



sábado, 10 de novembro de 2012

Breve programacao completa da Mostra 4.

Em breve, programa completo de atividades da IV Mostra de Artes Indigenas, cujo tema esse ano é:

Notícias de uma Guerra nao noticiada: os Guarani e o agronegócio no Mato Grosso do Sul e no Paraná.

Temos confirmação da presençaa de nosso convidado Tonico Benites, da Aty Guasu. Tonico é doutorando em Antropologia Social pelo Museu Nacional/ programa de pós-graduação da UFRJ, tradutor oficial da Aty Guasu. Autor do livro "A escola na otica dos Avá Kaiowá: impactos e interpretações indígenas", resultado de sua pesquisa para o mestrado na UFRJ.

Para quem quiser conhecer o trabalho acadêmico de Tonico Benites, aqui esta um link para sua dissertação de mestrado: http://www.programabolsa.org.br/pbolsa/pbolsaTeseFicha/arquivos/tese_tonico_benites.pdf

Boa leitura!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

FILMES sexta-feira 28/10 - 18h30

Nessa sexta-feira, venha assistir aos filmes:
  • "Mbaraká: A Palavra que Age", de Spensy Pimentel e Edgar Cunha (27 min).
  • "Os seres da mata e sua vida como pessoas (Nhandé va'e kue meme'i˜)" (27 min), de Rafael Devos.

O debate será realizado após as projeções com os realizadores:
  • Vherá Poty, liderança indígena Guarani, que escreveu o roteiro do "Os Seres da Mata...", além de ter realizado diversas traduções e entrevistas do filme. Atualmente, ele mora em Santa Catarina.
  • Rafael Devos, professor da UFSC e diretor do "Os Seres da Mata...".
  • Spensy Pimentel, antropólogo e doutorando da USP que participará do debate por Skype, direto de Dourados/Mato Grosso do Sul.
Venha assistir, participar, perguntar e conhecer mais sobre a vida dos povos indígenas que vivem de maneiras tão diversas. Venha conhecer sobre as Artes Indígenas de Viver no Século XXI!

Sinopses:


 "Os seres da mata e sua vida como pessoas (Nhandé va'e kue meme'i˜)"
 “Essa câmera vai funcionar como um olho e o ouvido de todos que estão atrás dessa câmera, ela vai ser uma criança que vai estar escutando a fala dos meus avós”. Assim o jovem cacique Vherá Poty apresenta as imagens dos “bichinhos” e as narrativas mito-poéticas dos velhos em torno dos modos de criar, fazer e viver a cultura guarani, expressos na confecção de colares, no trançado das cestarias e na produção de esculturas em madeira dos seres da mata: onças, pássaros e outros “parentes”.

"Mbaraka – A Palavra que Age".
Os cantos dos xamãs guarani-kaiowa são fórmulas verbais que têm uma ação sobre o mundo. Tradicionalmente, eles curam doenças, afastam pragas da lavoura e bichos peçonhentos, anunciam a chegada dos deuses. Eles não só preveem o futuro, mas o conformam. Hoje, esses indígenas vivem em seu mundo uma crise sem precedentes. Confinados em pequenas porções de terra e com os recursos naturais da região onde residem totalmente degradados, eles se veem diante de um impasse: será que suas palavras conseguirão conformar um mundo novo que reverta a crise cosmoecológica por que passam atualmente? Se a palavra pode ser história, mito e narrativa, entre os Guarani-Kaiowá ela também é poesia e profecia: um canto de esperança em um futuro melhor.

domingo, 23 de outubro de 2011

Aula do prof. Erpidio Pires, do movimento Aty Guasu, Mato Grosso do Sul

Erpidio Pires em Floripa!

Profa Edviges Ioris (UFSC) dialoga com prof. Erpidio Pires (Aty Guasu)

Prof. Edviges Ioris explica as incongruencias das leis Estatudo do Indio, Constituicao Federal com a situacao dos indios Guarani em MS, pois foram obrigados a sair de suas terras para "reservas". Portanto estavam fora de suas terras ancestrais apenas momentaneamente, em 1988, considerado como ano da data de ocupacao para efeitos de demarcacao. Nesse ano, muitos indios estavam obrigados a viver fora de suas terras tradicionais... A TI Potrero Guasu, onde vive Erpidio e sua familia e cerca de outras 350 pessoas, tem apenas 1 mil hectares registrados,  em disputa,  ha mais 3 mil hectares.

Filosofando e compartilhando suas historias de Paranhos e Ypo`i.
Trecho da reportagem publicada na Carta Capital 19/10/2011: "No fim deste mês completam-se dois anos da ocupação da área conhecida como Ypo’i, em Paranhos. Na ocasião, em 2009, dois professores guarani foram mortos após ataque de homens armados. O corpo de Genivaldo Vera foi encontrado num córrego próximo ao local, dias depois, com marcas de espancamento. O corpo de Rolindo nunca foi encontrado e, até hoje, ninguém foi indiciado pelo crime. 

De lá para cá, o grupo de Ypo’i conseguiu autorização provisória da Justiça para permanecer no local, à espera dos estudos da Funai. A trégua foi rompida no fim de setembro, quando Teodoro Ricarte, primo dos dois professores, foi morto a pauladas e facadas supostamente por um funcionário da fazenda Cabeça de Boi, uma das que incide sobre a área reivindicada pelos indígenas. Dois dias depois do crime, um grupo de indígenas que ia pescar foi ameaçado por disparos.
Paranhos fica numa das mais violentas regiões da fronteira com o Paraguai, próximo a áreas de plantio extensivo de maconha. É a mesma realidade do município de Coronel Sapucaia, onde se encontra outro acampamento, o de Kurusu Amba. Ali, de 2007 a 2009, foram assassinados quatro indígenas, e três crianças morreram por falta de atendimento médico. Hoje, por determinação judicial, as mais de 200 pessoas da comunidade aguardam na área pela identificação de suas terras.." (Joana Moncau e Spensy Pimentel).


Antropologa Valeria Barros conversa sobre a importancia dos rezadores nas lutas Guarani.
Cientista social Julio Stabelini e estudantes de História da Udesc.
Marina do CIMI mostra documento sobre violencias no MS e fala tambem sobre situacao das TIs e lutas por demarcacoes de terras em RS, SC e PR.
Carmen Susana Tornquist mostra livro Mbaraka, de Deise Montardo, sobre musica, ritual e xamanismo Guarani. Erpidio ganhou da autora exemplares do livro para compartir o CD de musicas (q acompanha o livro) e a leitura da obra em sua comunidade em Potrero Guasu e Ypo`i.

Coletivo Divu-Ant e Erpidio Pires.
Susi (frente), Barbara, Erpidio, Lisiane e Valeria.



Aula do prof. Erpidio Pires, do movimento Aty Guasu, Mato Grosso do Sul

Erpidio Pires em Floripa!